um grupo de atores profundamente sinistros e inteligentes que fazem uma etnografia da palhaçada brasileira, numa típica caricatura dos costumes nacionais feita pelo ponto de vista carioca esculachado. muito interessante e criativo, o programa é exibido às terças feiras 23:00 no canal aberto MTV. certos quadros do programa podem ser utilizados para análises sociais e como metáforas de várias questões da vida cotidiana. o seguinte quadro é um dos mais hilários. trata-se de um programa de televisão apresentado por um "cocô" que apresenta momentos em que as fezes vencem a força de vontade do homem. forçando um pouco a barra, dá pra chegar a Freud. é divertido.
A relação entre os jogos de computador e o cinema é próxima hoje. Um jogo pode ser assistido por um observador como se fosse um filme. Para o jogador a experiência é mais imersiva ainda.
Durante todo o dia, em toda a programação, no horário da tela quente e da novela das oito, da segunda feira dia 30/11, na TV globo, o canal mais caro do Brasil, onde segundos de programação custam milhares de reais para ir ao ar, foram apresentados comerciais da prefeitura de BH sobre a educação. Quanto custou cada propaganda dessas aos cofres públicos? Não foi só na globo, foi em todas as emissoras. A não ser que o prefeito tenha tirado o dinheiro de seu próprio bolso, fomos nós, os contribuintes que pagamos. Com uma musiquinha melódica triste e comovente, e com pessoas do povo falando bem da prefeitura, pessoas que vêem apenas seu bem imediato, e a chance de aparecer na TV, sem se preocupar em estar sendo “garotos propagandas” da prefeitura, sem se preocupar em estar construindo uma falsa imagem do que está acontecendo em BH: a população foi bombardeada com a idéia de que uma revolução está sendo feita na educação. O que sabemos concretamente é que o itpu vai aumentar até 200%, sabemos também que luz e água em BH são as mais caras do país, sabemos que a passagem de ônibus é uma das mais caras e o serviço público de transporte é um dos piores. A sociedade de BH não está parando para pensar na grande mudança social que representa o fim da Prefeitura Popular e a passagem do poder para um empresário, e foi o que fizemos no último pleito. Quanto custa uma propaganda na televisão, no horário nobre? Milhares de reais a cada 30 segundos. A cada trinta segundos, repetidos, vejo o discurso hipócrita da prefeitura de Belo Horizonte. Tudo para preparar o coração da população para os aumentos das tarifas urbanas para 2010. Pão, circo e ilusões televisivas. Um empresário, como o é o atual prefeito tem em mente o lucro, o sucesso, o poder, o aumento do capital, seu capital principalmente, e de todos os que investiram na sua campanha. O que vemos é uma cidade que parou de investir na emancipação do indivíduo, que não tem a intenção de levar à população um senso de participação, de envolvimento nos destinos da sociedade. Mas o povo quer participar? O que o povo quer? Quer aparecer na TV e ter obras que favoreçam seu status, quer os benefícios da urbanização, quer pão, ilusão e circo! Mas o povo quer pagar a conta? A população vai saber? Mas e as tradições que foram semeadas na década de 90 em BH, quando assumiu o poder Patrus Ananias e o grupo político que sonhava ao som do Skank, “indignação, indigna nação”? Mudamos a trilha sonora em 10 anos. De indignados para acomodados, “é aqui que eu amo ficar”, diz o novo refrão. Mas aqui onde? Que lugar é esse Belo Horizonte? O que aconteceu? O povo não entendeu a Escola Plural, não entendeu o palácio das artes aberto às manifestações artísticas da periferia, não entendeu o orçamento participativo, não entendeu a polícia comunitária, não entendeu o reflorestamento da cidade, que na época buscava ser a cidade jardim de novo. Os líderes envelheceram e morreram, como Célio de Castro, os empresários, que sobrevoavam como urubus desceram e agora governam. Os empresários voltam à prefeitura, para governar segundo seus interesses, da classe hegemônica. Ora, a televisão funciona como consciência externa dos cidadãos, cada vez mais sem tempo de pensar, envolvidos da dinâmica do trabalho-consumo, acelerada pelos ritos capitalistas do final do ano. E é nesse tempo que durante o dia inteiro de segunda os comerciais das redes de TV mais assistidas estão lotados com propagandas da prefeitura de BH, principalmente as falaciosas propagandas da educação, com rostos sofridos estampando sorridos amarelos, amarelos como o sol do slogam da gestão Lacerda. Para as famílias que aparecem nas propagandas da prefeitura eu digo que é meu imposto que está pagando toda aquela fantasia, toda a farsa, todo teatro.
Não devemos ter mais ingenuidades na política. A corrupção é uma característica da política brasileira desde a fundação do estado capitalista no Brasil, antes mesmo, desde o estado colonial e imperial. É a maneira de fixar um grupo, uma dinastia no poder. O exagero da propaganda é um indício de que algum convencimento artificial precisa ser feito pra cobrir rombos, esquemas e ideologias. Chega de musiquinhas comovente e de propaganda em cima dos desfavorecidos, nada de comoção, nada de sentimentalismos. O iptu vai aumentar e muito. O preço do transporte público vai aumentar e ele é ruim, as vias estão superlotadas de automóveis e não há políticas públicas de favorecimento de pedestres, a destruição ambiental é avassaladora, e os impactos ambientais são camuflados (a prefeitura gastou milhões de reais com radares para detectar enchentes). Tudo é especulação? Tudo é mentira, tudo é imagem? Mas gastar milhões de reais em propagandas de um governo que não tem ainda nada realizado é um absurdo, uma improbidade, principalmente porque mais dinheiro vai ser arrancado da população com as novas tarifas urbanas. A história política recente do Brasil é cheia de exemplo da relação entre propaganda enganosa na política. O ex-prefeito de São Paulo, Celso Pita, foi eleito na década de 90 por muitos setores da sociedade paulista como uma esperança. Empresário. Um homem negro, imagem da maioria. Alguns meses depois vimos que era um dos maiores corrompidos pelo poder. Em Belo Horizonte, nos dias anteriores à eleição para prefeito, em 2008, uma série de obras estavam sendo realizadas, ruas asfaltadas, praças e periferias sendo urbanizadas, tudo patrocinado pelo candidato Márcio Lacerda. Pode uma coisa dessas, um dia antes da eleição, num sábado, ruas serem asfaltadas, obras da prefeitura sendo realizadas com cabos eleitorais do Lacerda distribuindo panfletos de candidatura? Começou mal, um político completamente desconhecido das causas sociais. Realizar obras no dia anterior à uma eleição democrática? Essa introdução é para dizer que no estado brasileiro não existem santos, não existem figuras imunes à reflexão crítica. Por que, entretanto, falar disso agora? Por causa do ITPU que vai aumentar exorbitantemente, por causa do descaso ecológico, por causa do excesso de propagandas da prefeitura na televisão. Não há político isento na história de 500 anos de estado no Brasil: há uma constante oposição entre os interesses da maioria e os interesses de uma minoria. O que diremos dos objetivos educacionais? Ter boletim? Ter pasta e material escolar da prefeitura? Pão, circo e propaganda milionária com dinheiro público em BH!
São importantes referências culturais desse estilo de jogo de videogame (FPS):
Jogo
Ano
país
Quake
1996
E.U.A.
Quake II
1998
E.U.A.
Unreal
1999
E.U.A.
Hexen
1997
E.U.A.
Hexen II
1999
E.U.A.
Half Life
2000
E.U.A.
Quake IV
2004
E.U.A.
Bet on Soldier
2006
França
You are Empty
2005
Russia
Call of Duty II
2008
Japão
Justamente um jogo FPS pode ser tomado como exemplo para especulações sobre a educação através de videogame: You are empty. Ele simula vários locais históricos e objetos da cultura russa, lugares no interior, na capital Moscou, e uma análise da história política da antiga união soviética. Uma outra questão do jogo é a luta de um indivíduo contra toda uma nação completamente enlouquecida e monstruosizada por causa do sucesso do socialismo comunista de Stalin. As cidades vazias, cheias de monstros e mistério são a isca para uma viagem educacional.
O que são recursos didáticos? Isso é um trabalho conceitual que o pedagogo como filósofo da educação deve fazer. A forma de responder, e se o indivíduo estiver interessado na experimentação científica, essa forma determinará resultados educativos, conversões, mudanças de posturas, novos conhecimentos, e toda a série de conseqüências de qualquer intervenção pedagógica. A vida pedagógica. Pois no século XX uma série de recursos didáticos foi experimentada na escola, desde a palmatória até a televisão. O museu da educação de minas gerais, que se encontrava na praça da liberdade, em belo horizonte, é na verdade uma montagem de recursos didáticos oficialmente empregados na educação escolar.
A mudança de recursos didáticos representa alguma evolução na forma de educar? A reposta para isso tem a ver com a concepção que se tem de educar. Por exemplo, na primeira constituição brasileira, do estado brasileiro, em 1824, não há o termo educar, mas instruir. O ensino primário surge com a função de instruir, não de educar. Se é que essas palavras representam algum conjunto diversificado de objetivos, desenvolvimentos e resultados esperados, então até mesmo os termos, as palavras (a ergonomia) são recursos didáticos. Sim, caros amigos, o vocabulário de um professor é um recurso didático. Se formos até o triste fim do policarpo quaresma, aquela estória sobre um professor nacionalista do início do século XX, veremos a idéia de que as palavras, as emoções, as posturas do professor são seu primeiro recurso didático, um recurso que precisa e pode ser aperfeiçoado pelo trabalho, o trabalho intelectual. Um recurso didático é resultado de um trabalho intelectual? Para os que dividem a teoria e prática, e consideram essa última mais importante (porque é mais visível ao mercado pagador).
Além do vocabulário docente ser um recurso para educar, há os objetos materiais, os veículos informacionais e estimuladores cibernéticos (TV, Rádio, Cinema, Jogos, Internet, Palmatória, Livro, Cadernos, Carteiras, Merendeiras, Material escolar, etc.). e a história do uso desses recursos representa portanto a história das concepções de ensino. Historicamente o vocabulário e os objetos são substituídos na escola, numa trajetória de representa no final das contas a dependência do povo brasileiro para com a forma de educar das nações colonizadoras, desde o surgimento do estado brasileiro em 1824. antes disso a fonte era portuguesa colonial também, e o Brasil era apenas uma empresa de extração de recursos econômicos para industriais e políticos portugueses, educação no pré-estado brasileiro era a catequese e as oficinas, uma instrução realmente. Antes das guerras de colonização européia nas terras brasileiras, as nações indígenas tinha também seu conjunto de recursos didáticos. O mais importante dessa parte da história da educação é saber que os principais recursos didáticos éramos próprios seres vivos, a natureza, a diversidade de fauna e flora brasileira. Se essas nações não fossem interrompidas violentamente por pessoas que hoje se pareceriam com o prefeito de Belo Horizonte, ou qualquer governador atual, ou autoridade militar, ou jurídica, que continua impondo seus vetos morais à população, se intrometendo diretamente na concepção de educação, se não houvesse a interrupção da cultura indígena, moralmente e violentamente, os recursos naturais, utilizados como recursos didáticos, revolucionariam o que hoje consideramos “escolas de qualidade”. As escolas de qualidade do estado de minas são semi-penitenciárias (com muros enormes), em lugares sem natureza, com trânsito intenso e uma completa lógica capitalista de sucesso, consumo e prazer individual. A rudeza dessas palavras tem sentido diante da grande perda quando trocamos a tradição indígena pela tradição européia. A natureza do Brasil foi a grande violentada por essa troca, a quantidade incrível de seres vivos que havia aqui. Mais do que isso. A troca de uma tradição pela outra, principalmente através dos longos períodos de ditadura que o Brasil teve, tem uma finalidade apenas: enriquecer a burguesia nocional e internacional, estas gentes que vivem protegidas em condomínios arborizados. Miséria de muitos (incluso de animais e plantas) bonanza de poucos. A história do estado brasileiro de 1824 vem repetindo isso. Fugimos completamente do assunto da história dos recursos didáticos, mas recuperamos nosso foco ao dizer que a presença de objetos eletrônicos na escola é uma etapa dessa história, que realmente começa com recursos de mais baixa tecnologia, porem de mais alta complexidade que é a matéria viva.
Como o ato de educar pode utilizar recursos didáticos eletrônicos? A forma de responder isso é a não distinção entre a ludicidade e a racionalidade. Essa diferenciação, fruto do trabalho dos psicologistas da década de 90 do século XX, buscavam enfocar os elementos lúdicos da educação, evoluí-los, até que conseguiram transformar os padrões de qualidade da educação e gerar uma série de teóricos, teorias e principalmente mercadorias pedagógicas, já no século XXI, tendo em vista essa perspectiva lúdica. O mercado pedagógico fatura muito, como atesta reportagens[2] de jornais. Mas nossa missão epistemológica é determinar o lugar dos recursos eletrônicos, sabendo que eles só são possíveis de seres utilizados se forem fabricados dentro do capitalismo. Por outro lado, a racionalidade permaneceu ligada a técnica. A ludicidade ligada ao entretenimento educativo, e a racionalidade aos comportamentos objetivos, corretos, moralmente satisfatórios e economicamente recompensáveis. Educa-se através desses veículos eletrônicos primeiro por que são multidimensionais. Além das três dimensões da imagem, tem o conjunto de outras dimensões, como o som, a perspectiva emocional, o conteúdo semântico, tudo gerado em máquinas contemporâneas movidas a energia elétrica que compramos em caros pacotes. Uma segunda forma de perceber essa educação é entender as situações em que acessamos esses recursos eletrônicos. O indivíduo urbano está ligado a uma série de aparelhos, diariamente, melhor dizendo, ritualmente. Os rituais necessários de escutar uma notícia, ver televisão em tal ou tal horário, para acompanhar um programa, ligar para uma pessoa a tal horário, esses ritosde uso do objeto, a ergonomia dessas formas no mundo e nossa necessidade de fazer para sobreviver. Esse elo também influencia para que aconteça a educação, a habituação emocional aos ritos tecnológicos. Mesmo o ritual de comprar sempre um novo aparelho tecnológico. Um terceiro motivo para relacionar os recursos eletrônicos à educação é a possibilidade de que o utensílio eletrônico possa ser utilizado pelo aprendiz para gerar por este mesmo novos conteúdos. Entendendo e usando o cinema, o estudante pode aprender a fazer o cinema, utilizando a televisão, o estudante pode entender e fazer dramaturgia, jogando vídeo game, o estudante pode fazer seus jogos. Essa terceira questão é mais utópica, uma vez que são mínimos os números de usuários tecnológicos que fazem conteúdo tecnológico, mas essa utopia ainda está aberta. Ela depende da relação do indivíduo com o trabalho e o consumo, com a criatividade e liberdade, ao nível de dependência. Em minas são pouquíssimos os produtores de cultura tecnológica. A grande massa populacional apenas compra esses produtos. Uma quarta justificação é a de que os aparelhos eletrônicos permitem a criação de muitíssimas realidades virtuais. A manipulação computacional torna possível uma criação ilimitada de mundos, e consequentemente uma imersão enorme de experiências sensoriais. O mercado de jogos de computador cresce quinhentos títulos anuais mundialmente. A criatividade parece sem limites. Uma das funções mais intrigantes desses jogos é simular a perspectiva. O jogador, principalmente do estilo FPS (first personal shotter) entra literalmente dentro de uma tela, que vai se abrindo a um movimento onde o que o jogador vê é a perspectiva de dentro da cabeça da personagem. De dentro da cabeça, Kantianamente, o jogador comanda as decisões da personagem, e a leva para os locais onde o jogo se realiza, assim como trucida os inimigos, ou dialoga com outras personagens. Essas simulações são educativas porque instruem o indivíduo sobre uma série de significações estéticas (exemplo jogos como HEXEN II (1998), onde o jogador vai à câmaras de pirâmides ou a castelos medievais com riqueza de detalhes, podendo ser usado par estudo da vida cotidiana de personagens no estudo da história).
Overdose de propaganda do governo sobre a educação infantil e aumento de 100% do IPTU
David J. Tierro
Governo de BH gasta milhões de reais em propaganda sobre a educação infantil
Propaganda de si mesmo, usando musiquinhas bonitas, rostos de crianças, e artistas de novela
Aquelas lindas musiquinhas...
Que ficam dentro da nossa cabeça....
Para convencer nossos corações e mentes, de que há um investimento nas crianças, em seu futuro
Futuro? Numa cidade cinza, cheia de fumaça de automóveis, trânsito assassino, destruição ambiental extrema (média de 150 árvores cortadas e mutiladas todos os dias, em todos os 1200 bairros da capital), violência, saúde precária e corrupção, ...
O futuro da criança é a busca pelo sucesso profissional?
Corrupção!
Quando um governo começa a fazer desesperadamente propagandas de si mesmo, como o atual governo de BH faz, como o governo de Minas faz, como o governo federal faz, quando há essa overdose de propagandas, falando de como vai bem a educação, como vai bem a saúde, como vai bem a segurança, então nós temos que ter medo...
Muito medo
Muito medo mesmo
Pois foi dessa maneira que o nazismo começou, que os governos facistas começaram, que o totalitarismo comunista começou, que o talibã começou, com uma falsa propaganda de seu sucesso.
aquelamusiquinha! aquela musiquinha...
Corrupção, má gestão, falta de democracia, e excessos de gastos em áreas que privilegiam as classes dominantes. E a conta vai par todos nós,
E eu ainda ouço a musiquinha da prefeitura... lá no fundo de mim, ...
Me dizendo “ está tudo bem..., confie no governo, ... ele rouba, mas faz, ...”
Ai, eu acordo por um instante!
Um aumento de 100% no IPTU. Os órgãos de imprensa, todos alimentados com o dinheiro público para noticiar apenas a fantasia de sucesso do estado brasileiro, não estão comentando que os vereadores de BH e o prefeito vão aumentar em 100% o IPTU, vão dobrar a arrecadação, e para quê?
Que melhorias ambientais temos visto acontecer nesse ano?
Vimos enchentes, vimos o aumento dos homicídios, vimos o aumento da poluição, da produção de lixo,
Vimos nossa lenta morte acontecendo, nos dias e dias de sol rachando
Ao nosso redor há o som de pássaros?
Por que as ruas estão tão violentas que as crianças não podem mais brincar nelas?
Oh! Oh! Vamos educar, educar, educa, ... fazer robozinhos desde os 4 anos de idade!
...
Mas educar é tão fácil! Tão divertido! Que bom que as famílias não têm mais responsabilidade pela educação de seus filhos! Que bom! Podem depositá-los em creches superfelizes! Pais e mães estão livres para se tornar escravos da produção capitalista, e continuar hipnotizados pelas lindas propagandas das escolas de seus filhos!
aquela musiquinha!
Os escravos do século XXI, escravos de um emprego (ou vários) e escravos do consumo!
Vejam, olhem como as crianças estão sorrindo! Olhem! Vejam!
Lá nas propagandas do estado elas estão sempre sorrindo
...
Mas a propaganda é tão eficiente!
Aqueles rostinhos de meninos e meninas favelados com uniforme da prefeitura e merendeiras entrando naqueles prédios limpinhos!
Professores com ótimos salários e formação, boas condições de trabalho!
As famílias satisfeitas pois as crianças estão longe das violências das ruas,
Pais e mães podem trabalhar em paz! Vender seu tempo e força ao capital!
(há crianças que ficam até dez horas dentro das crechinhas, escolinhas, naquela vidinha!)
Realmente! Os impostos que pagamos ainda são poucos!
Precisamos de mais impostos. Queremos pagar mais impostos, queremos o mundo feliz das propagandas!
Vamos pagar altos impostos para que o mundo fique igual às propagandas da prefeitura de Belo Horizonte!
Como se já não bastasse pagar 15% de imposto sobre todas as coisas que comemos, escutamos, calçamos, vestimos, usamos, respiramos, bebemos,
Vamos dobrar a arrecadação da prefeitura para o ano de 2010, para que nosso faraó Lacerda construa mais pistas de autorama, mais shoppings, mais destruição ambiental, e compre mais e mais propagandas na TV, para que nossa fantasia de “sermos sempre felizes” nunca acabe!
Nunca!, Ouviu?
Nunca! Nossas fantasias de felicidade não podem acabar!
Queremos ser felizes para sempre, nossas crianças felizes para sempre, ouviu?
Morcheeba é uma das bandas mais bacanas. o som é bom e as músicas inteligentes.
a antiga vocalista, uma mulher negra tinha uma voz lindíssima. a nova vocalista, uma mulher oriental também. não sei qual das duas canta essa música, "Blue Chair". mas ela transmite! transmite! transmite! transmite!
o instante em segundos lentos, imprecisos, de uma consciência simples. mesmo alí, ele é
e ele é o mágico segundo de uma cópula, ele é, ele está ali, mal usado, des-usado, solitário e incompreendido pelos amentes, ele é
não o discurso de pastores e padres, ou a lógica neurótica dos tristes e solitáriosd errotados da sociedade, ele ainda assim é, ele é
ele não é o mistério, ele é,
nem é od escaso, ele apenas é, irresistível, forte, como o sol de outono, nas paredes, que se repete, os milhares de anos da terra
ele é,
a esperança do fraco, a metida, o sexo, os dentes da boca, a mordida
ele é
sem preço ou pressão, ele é, ele vai, ele está
ele insiste, ele respeita, ele solta a fúris escalando montanha,ele não bate em gente
ele bate no ar, ele soca o ar
ele não toca o ser humano, ele é
ele não escuta, ele escuta, ele vai, ele pisa, mas não fere nem uma formiga, ele é
mais que a cor do ouro, mais que todas as putas cubanas reunidas do mundo, ele é
ele vai,
mais que todas as japonesas tristes do universo,
mais que todas as evangélicas,
mais que todos os seres humanos reunidos em oração, mas se for assim ele volta, ele clama, ele perdoa
ele desce feito fogo dos céus quando o coração doce pede
ele é
ele vem nas reuniões dos verdadeiros amantes,
quando a pistolada, a metida, a foda, o sexo não tem preço ou culpa, ele é,
ele faz as céluas se unirem, ele faz
o núcleo das células se funde, ele vê isso, ele quer isso
as plantinhas que brotam no meio da rachadura do asfalto, ele quer
dentro do cancer, qualquer cancer, ele está, ele vai, no fundo da morte ele vai, e resgata o servo, o mestre
e ele sai do meio de toda escuridão, e podridão, ele vai,
ele arromba as salas de reunião onde advogados filhos da puta tramam, ele atravessa
ele passa no meio das explosões ileso, ele caminha, apenas anda, ele vai, ele, sem gênero
transexual, trissexual, polissexual, além disso, além do pênis e da buceta e do cu, do corpo, dos rins
antes disso, depois disso, depois da forma humana
ele é, ele está, ele vai, ele é o mestre, é a fecundidade da terra
ele é o poder, ele é a potência de bilhões de graus, que transposta moléculas, pareticulas atômicas em velocidades infinitas, imperceptíveis, ele resgata,
queima, assombra, derruba, e todos caem, pois ele é
ele bate junto do coração, ele reconstóia, ele está para além dos doutores universitários fodidos
ele passa rente e eles nem podem sentir, ele está nas crianças negras, pobres, ele está ali, brincando de bolinhas de gute
ele etá dentro dos jogos de video game, ele explode e el é o sorriso, ele é o amor, água pura,
reflexo, montanha de ventanias, toneladas de núvens de tempestades, furacões absurdos, terremotos infinitos, o fim do mundo, ele é
ele refaz, ele pode refazer a carne, qualquer carne podre, ele está acima do tempo, ele é o sexo de meus avós, e o sexo de meus netos, ele atravessa, ele passa por mim
ele é meu suspiro de esperança, ele é apenas uma lágrima, ele fica do tamanho de uma lágrima, ele fica do tamanhod e uma hóstia, do tamanho da gota de sangue, da gota de vinho, ele é o messias, ele é mais que o demônio
ele é para além da vontade de qualquer espírito, ele é mais santo que o espírito, mais seco que as palavras, mais duro que o diagnóstico de doença teminal
ele é a força da mão no atp da pintura, eé le a garganta no ato do canto,
ele é o próprio canal vaginal do ato do prazer, e do nascimento
ele é o olho que vê, ele é o olho cego
ele é mais que uma bomba atômica, ele está no urânio enriquecido, ele cansa, ele cansa, mas ele é
ele vai, ele pode, ele é o amor, ele vai
ele perdoa, ele lembra, ele é cheio de cicatrizes, ele é um guerreiro do deserto, ele é o pé do messias
ele é o corpo ressuscitado do messias, ele é cada um de nós em gotas, de suor, do trabalho honesto
ele é minha força no ato do grande soco na mesa!
soco na mesa!
soco na mesa!
o amor!!! minha existência te contempla, e você simplesmente passa como um cometa.
O mundo das coisas humanas é confuso e conflitivo,
Uma adequação histórica ao contexto maior, a natureza.
Então eu resolvi ver apenas a natureza do mundo, e a sociedade como uma paisagem,
Sem intencionalidade.
Saí pelas ruas de belorizonte absolutamente livre de necessidade de pensar
Sobre o que outras pessoas vão pensar.
Nenhum mal eu queria provocar a ninguém,
Assim como nenhum mal eu penso em provocar contra a natureza.
A paisagem é inofensiva para mim e eu sou inofensivo para ela.
Da paisagem retiro hoje apenas o oxigênio e devolvo outro gás.
Eu acordei sem vontade de concordar com você,
Sobre algumas coisas essenciais
Mas não tenho essa emoção vingativa
Toda energia é para o cultivo
De novos pensamentos para os dias
E para as artes,
Sobre o que outras pessoas vão pensar, ...
Enquanto não se publica esse amor sem remédio
Pela vida
Em mim eu permaneço
Todas as coisas já são novas
...
Tenho silêncios para pessoas com quem eu conversava
Tenho palavras para alguns que nem existiam para mim
Não é isso o resultado do café?
E da maconha no café?
E da cocaína e maconha no café?
E Nietzsche, e cocaína e maconha no café?
E programas policiais às sete da manhã, com Nietzsche, cocaína e café?
E interurbanos aflitos com violência policial na TV e Filosofia barata e pasta de coca e cigarros do diabo com café?
E enfim um silencio alegre, que faz sumir o som da tua voz de puta, e faz sumir o Datena, e os seqüestradores, e faz desaparecer as filosofias medíocres da Alemanha positivista, e faz desaparecer a depressão da cocaína e a euforia da maconha, e faz sumir todas as paisagens humanas, e faz sumir minha vontade de sumir, e faz sumir todas as sensações, e todos os arbitrários ideológicos, até chegar numa última palavra:
o cruzeiro esporte clube realizou uma coisa importante: ressignificar o futebol brasileiro! o maior jogador de futebol do mundo, Pelé é das terras de Minas Gerais. o segundo melhor, Tostão também é. a pergunta é qual a peculiaridade do futebol jogado em Minas Gerais? por que tantos craques surgem aqui? o time do cruzeiro comprova isso, que há uma particularidade no jeito de se fazer futebol no cerrado brasileiro que é o melhor jeito do país Brasil. São Paulo e Rio podem ter bons jornalistas esportivos. e felicidade nossa que essas pessoas não entram em campo. infelicidade deles, que ficam só com as palavras!
A Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS) divulgou, nesta sexta-feira, um levantamento apontando os melhores times da América do Sul no Século 20. Entre eles, o Cruzeiro aparece como o melhor brasileiro, na sétima colocação. O líder é o Peñarol, do Uruguai.
Para definir a pontuação, o desempenho nas principais competições sul-americanas foi analisado pela IFFHS, que estabeleceu pontuações diferentes entre os casos. Além da Copa Libertadores, Supercopa e Recopa Sul-americana, foram consideradas também competições como Copa dos Campeões, vencida pelo Vasco, em 1948, e Copa Conmebol, da qual Santos, São Paulo, Atlético-MG e Botafogo foram campeões.
Argentinos e uruguaios dominam o ranking, que conta com três brasileiros entre os 10 melhores. Logo abaixo do Cruzeiro, bicampeão da Copa Libertadores e sétimo colocado, aparece o São Paulo, três vezes vencedor da competição. Palmeiras e Flamengo, vencedores também da Copa Mercosul, aparecem na 10ª e 11ª colocação, respectivamente.
A lista ainda conta com equipes com pouca tradição em competições continentais, mas que alcançaram pontuação. É o caso do CSA-AL, na 52ª posição; do Sampaio Corrêa-MA e São Raimundo-AM, ambos no 56º lugar; e Bragantino, 89º; entre outros.
Confira o ranking dos melhores sul-americanos do século 20
1° - Peñarol (Uruguai) 2° - Independiente (Argentina) 3° - Nacional (Uruguai) 4° - River Plate (Argentina) 5° - Olímpia (Paraguaio) 6° - Boca Juniors (Argentina) 7° - Cruzeiro (Brasil) 8° - São Paulo (Brasil) 9° - América (Colômbia) 10° - Palmeiras (Brasil)
O outro, com brutalidade captou as ondas cerebrais do companheiro
Vagando pelo espaço tempo do espaço e concordou!!!
...
Estava tudo indo como um dia normal de coisas normais e de palavras normais, mas o incidente, isso, ele, aquilo que devia explodir, o artefato, o artefato. Era só sobre isso que o brutal conseguia falar,... E falava horas e horas sobre o artefato, sobre os arquétipos, sobre os policiais disfarçados que ficavam vigiando o mêtro, o alvo daquele ataque revolucionário que o brutal e o bruto estavam organizando para começar o reinado da glória dos seres humanos completamente independentes de amarras sociais, e culturais, livres, e talvez pelados, sim, a nudez sendo restabelecida na espécie humana como um patrimônio existencial, para além da indústria da moda e dos cosméticos, livre, lindos, admitidos, todos os seres humanos pensados em sua natureza fétida, sim, as fezes, as fezes, os arquétipos, ...
Carregaram as bolsas com explosivos que eles, nos três anos em que estavam do outro lado dos murros do manicômio havia ajuntado, e todo o exército de descontentes que haviam arregimentado pelas ruas das cidades grandes miseráveis do Brasil. Sim, milhões de soldados sem fardas prontos a invadir toda propriedade fruto de concentração desonesta de vida e capital. Sim, sim, sim, oh sim!!!
Os dois já estavam juntos há seis meses. Seis meses depois da fuga em que deixaram para sempre aquele sanatório. Um invisível DJ fazia a trilha sonora de suas vidas. Criaram um laço complexo e inexplicável. E foi desses assuntos que surgiu aquele plano. Nessa trilha sonora, o invisível, o impossível DJ, e sua música inaudível, aquele criador de todas as coisas que ficava ouvindo a música da vida humana. O infinito DJ, com sua variedade de ritmos e de instrumentos orgânicos e instrumentos musicais. Mas os homens e mulheres? Do século XXI? Barulhentos, desde a infância. Nasciam aos gritos e berros uns com os outros. A vida inteira era assim. Um gritando com o outro. Um exigindo prazer do outro, um exigindo fidelidade do um, o outro exigindo dinheiro do outro, e o outro exigindo compaixão do um. Tudo isso aos berros. E então, era impossível escutar a música do DJ eterno. Existencial. Que no fundo tinha criado os ouvidos humanos e o cérebro apenas para decodificar o som. O som. Mas era ao menos isso que o bruto tinha conseguido lhe explicar sobre todos os acontecimentos. Mas os dois não estavam em busca de paz. Eles não estavam em busca das pessoas puras. Não senhor. Eles estavam atrás dos espíritos mais ordinários de todo o universo. Aqueles que conspiravam contra a majestosa música do céu, oh sim! Do infinito DJ. Aquelas almas torpes. Era em direção a elas que o brutal estava. Para brutalizá-las por toda dissonância incabível. Oh sim!