era maria aparecida, era o seu nome de batismo, aquela coisa, né, da religião da mãe dela. mas maria aparecida sempre foi diferente, sempre foi como um menino, desde pequena, desde jven, gostava de brincar de bola e tudo mais, hehe, e era assim, e foi assim, até que teve uma namorada, os pais descobriram, foi aquela cachorrada, e brigas e surras, e brigas, e maria aparecida foi morar com uma mulher, depois dos dessesseis anos, e tudo bem, hehe, mas não deu certo, e voltar pra casa nunca mais, né,então aparecida ficou na casa de amigos, e continuou na escola pois era inteligente, hehe. e foi assim, sempre num rock and roll, cofiando am algo invisível, hehe, sempre diboa. o que não suportava era mulher ciumenta, aff, detestava esse tipo de barraqueira, com aparecida era na paz, hehe, diboa. maria aparecida adoravao som do Disturbed, era muita adrenalina. sempre com um fone de ouvido e o celular cheio de mp3 de rock and roll, hehe. e foi assim, morando com amigos, morou na casa de um travesti, amigo seu, que lhe apelidou de Madrecuba, uma das músicas de sua banda preferida. e era assim, hehe, madrecuba, maria madrecuba, uau. e se formou no segundo grau, e queria ser advogada, mas nunca iria passar no vestibular de direito. dizem que no brasil, medicina, direito e engenharia só podem ser cursados por pessoas autorizadas pelo governo. tem que ser branco, tem que ser de familia rica, e não pode ser gay, hehe, diboa, quise foda o brasil, hehe, madrecuba ainda ia sair desse pais de merda, dessa bosta plena que é o brasil, belorizonte, essa cidade fudida da poha, hehe. mas tudo bem, madrecuba trabalhava numa farmácia, telentrega de remédios, como motogirl. cruzava as ruas de belo horizonte em cima de sua Rx 1982, 125 cc, que era linda, hehe, uma lenda das motos brasileiras, rara, hehe, e rodava bem. madrecuba entregava remédios e sempre com seu fone de ouvido explodindo disturbed, sem drogas, sem álcool, sem ácido. gostava mermo era de cheirar uma boceta, hehe
as sextas pela noite ia na caverna do adulão, um boteco de rock que tinha uma galera phoda. madrecuba ia com sua Rx, e levava sua namorada, uma gata, hehe, muito gostosa, hehe, e deixava os marmanjos de queixo caído. mas se um cara entrasse pra dentro, mexendo com sua mina, madredeus não esquentava, levava na moral, hehe, mantendo o respeito. ah, mas abusar é outra coisa..., sem ofensa ou pegar sua mulher. mesmo assim, madrecuba ainda levava na moral, ninguém quer ver uma pessoa tranquila explodir, hehe. uma vez madrecuba deixou um cara no CTI, mas o marmanjo tinha abusado mesmo, tinha agarrado sua mulher a força na saída do banheiro, ai foi demais, hehe. depois disso, na caverna do adulão, todos respeitavam madrecuba, que era uma pessoa de paz afinal. sem ansiedades. naquele mÊs, madrecuba passou a entregar medicamentos a um apartamento, para uma mulher que sofria de depresão. poxa vida, a mulher era até linda, mas tava acabada, hehe, muito na pior mesmo. recebia madredeus depois de saber o que era pelo interfone. nunca abria totalmente a porta, sempre passava o dinheiro pelo espaço que permitia madrecuba ver um pouco do apartamento, muito limpo. entregava o dinheiro a madrecuba sem um sorriso, mas também sem indisposição, formal. madrecuba flagrou que era uma mulher interessante, hehe, logo ficou ligada... como seria o corpinho dela, hehe, seria deliciosa? pensamentos em cima de sua Rx. semanalmente levava o medicamento para aquela mulher. tocava o interfone ou vigia chamava. o portão era aberto. madrecuba entrava, com sua bota de metaleira, sua roupa sempre preta, e seu cabelo moicano. tá achando o que, hehe, tenho bunda bonita também, pensava madrecuba.
eu sei, hehe,as pessoas ficam tristes, ficam doentes, ficam ansiosas, mas não tem sentido alguém descontar sua dor nos outros. por isso madrecuba detestava as pessoas pessimistas e ansiosas, principalmente aquelasque descontavam nos outros aos gritos e na inconveniência seus infernos interiores. todo mundotem pobremas, nenão? e dai. mas aquela mulher, que morava sozinha, naquele grande apartamento, silenciosa, parecia ter outros tipos de problemas. madrecuba tentou sorrir quando foi entregar o medicamento, uma vez, falou algo, disse algo. a mulher olhou para ela, da abertura da porta, e era um rosto transtornado, mas consciente, estava ali, pensava, parecia, estava presente, mas dentro daquela mulher, montanhas se movia, e nada parecia ficar no lugar, hehe, sinistra aquela gostosa, hee. surpreendentemente, naquele dia, quando madrecuba disse algo, como, "o dia está lindo lá fora, muito sol, sol de verão", algo assim, hehe, pois madrecuba levava jeito com as mulheres, modéstia em partes, hehe, a mulher perguntou, com uma voz distante, se madrecuba queria um café, e a motogirl disse"aceito sim senhora", e entrou quando a mulher permitiu, e se assentou. a mulher foi a cozinha e voltou com uma xícara de café nas mãos. estava de camisola com uma blusa de lã por cima, meias grossas e chinelas pantufas, que ela arrastava, hehe, cabelos despenteados e olheras negras profundas. um ar pesado, madredeus sentia, hehe. como deve ser o perfume da buceta dela, pensou madrecuba, enquanto sorvia em goladas o café. a mulher ficou de pé, olhava para madrecuba, aquele capacete que ela segurava, cheio de caveiras, e dragões. madrecuba tomou o café, agradeceu, e se foi, em sua Rx.
morava em um apartamento pequeno, dois quartos, um banheiro, uma sala, uma cozinha, uma área. na periferia, e trabalhava como doméstica, e estudava a noite, terminou o segundo grasu e pelo prouni entrou numa faculdade, noturna, curso de pedagogia, para ser cuidadora de crianças, idosos, e cuidadora dos fenômenos epistemológicos que acontecem nas interações educativas e educacionais, como diria a professora de filosofia dela, e a maria das dores deixava tudo muito simples em seu apartamento, e era tudo muito limpo, ela fazia em casa o que fazia no serviço, sempre um bom serviço. Maria das dores adorava o NAJUBES, nusss, ela adorava, aos sábados de manhã, porque ela não trabalhava nos sábados, que era quando as vezes tinha alguma aula de seu curso de pedagogia, nos sábados ela acordava, colocava um short bem curto e apertado, pra ela se sentir muito feminina, despejar feminilidade no mundo, ou mesmo, ficava nua, só com uma camiseta, e descalça mesmo, e amarrava lindamente os cabelos, sorria, e ia para a faxina de sua casa, arrumava os livros, vivia sozinha, e então, colocava seu DVD do Najubes, e ficava dançando suavemente, tirando a poeira de sua pequena biblioteca, alguns paulofreires, ela, a Maria das dores não conecia outra pessoa que gostasse tanto do najubes, ou mesmo, que soubesse quem é o najube, kkk. a que ela mais gostava era Lady Brow, uma excelente canção. e ela, a Maria das Dores, era negra, então, kkk, sorria, e as vezes ficava muito alegre com isso, ela achava que a música lady brow tinha sido feita pra ela, hihihihi, sorria lindamente a bela Maria
era a maria das dores quem foi lá arrumar o apartamento daquela senhora que sofria de uma depressão, e que tinha se mudado recentemente para um edifício que a firma de maria zelava, e maria foi lá e limpou o apartamento, por um tempo, uns quinze dias, e tinha sido bom, a mulher tinha elogiado o café dela, e isso era algo importante, pois foram duas semanas segundas e quartas, e o único sorriso da mulher foi, e era, quando ela tomava o cfé que maria fazia, e isso era bom, maria não se envolvia com os problemas dos outros, sabe, não tinha nenhuma conversa, ou mesmo necessidade de conversar com as patroas, pois era uma relação transitória, e que não precisava de intimidade, sabe, entãona segunda semana maria sentiu vontadede fazer um cfé, e a cozinha da mulher que morava lá era confortável, mas era vazia, sem alimento, a mulher pouco comia ou saia, e isso não era problema de maria, pois ela tinha poucosconhecimentos em psicologiapara tentar estabelecer alguma relação proveitosa para a mulher. e um dia então maria resolveu dar uma pausana afaxina, que nada tinha pra limpar, era um sreviço fácil, mesmo com a poeira que hha no centro de belo horizonte por causa do excesso de automóveis. era tirar a poeira, limpar o banheiro, passar pano no chão, coisas boas de maria viajar nas idéias fazendo seu trabalho honesto, escutando najubes com um fone de ouvido.
terminou de passar o pano na sala, no apartamento, com alguns quartos o som pertiente era de uma máquna de escrever, e o teclar de dedos ágeis, mas inconstantes, que sileniavam por minutos, e depois voltavam. maria não se aproximava, sua intenção era deixar a patroa o mais confortável possível em sua solidão, aquela solidãosem remédio. ou solidão com remédio, mariasabia que a moça que morava ali tinha tido problemas com a justiça, mas não era problema de maria, que ficava afundada no seu najubes, imaginando o cacete daquele japones entrando no rabinho dela, ah, que pensamentos, e maria sorria, e continuava su trabalho, esquecendo de tudo, imersa na atividade, e ela trabalhava o dia todo, voltava para casa às 16 horas, tomava seu banho e entrava na faculdade as 19, e ficava até as 22, para acordar as 6 da manhã e chegar no trabalho as 7:15. conseguiu tud trabalhando, e não tinha ninguém, tinha perdido o marido muito cedo, com dois anos de casados, e ele tinha ido por causa de acidentes no trânsito, como é isso em belorizonte meu deus, e ela Maria tinha ficado sozinha desde então, e vivia, tinha ficado com a moto de seu ex-parceiro, ele é que tinha aplicadoo najubes nela, rapá, então era assim, ela ttambém se lembrava de seu ex-marido, do caralho dele, como era bonito o caralho do seu ex-marido, gente, e ria como se falasse sozinha, com os fones de ouvido, e o som do najubes na cabeça. e a patroa de suas segundas e quartas? ficava imersa em seus pensamentos, sem nenhuma palavra. quando o cheiro do café chegou no quarto, a máquina parou de fazer sons, e a mulher veio feito uma zumbi, deusmeperdoe, veio arrastando a chinela e pegou um copo, agradeceu e ofereceu o copo vazio para maria das dores pegar e servir algum pouco, e maria fez isso contente, mas sem trocar palavras, a mulher beberu, pediu mais, sorriu, e voltou para o quarto. sua geladeira era cheia de comida para solitários, e tinha um microondas ali, e o café parecia ser o único alimento com sabor e odor ali, kkkk, deusmeperdoe.
(Após o regular processamento do feito em Juízo, os réus acabaram sendo pronunciados, nos termos da denúncia, remetendo-se a causa assim a julgamento ao Tribunal do Júri, cuja decisão foi mantida em grau de recurso, data venia. Isto porque a culpabilidade, a personalidade dos agentes, as circunstâncias e as conseqüências que cercaram a prática do crime, no presente caso concreto, não excederam a previsibilidade do tipo legal. A ré conta com monitoramento constante, credibilidade e boníssimos serviços prestados à união e ao estado.)
mas vai, me conta, quem são as melhores meninas...
fala pra mim
explica
hello
sah!
desisto!
vou pro lado contrário!
caimhando, dizendo sim, andando, dizendo sim
cantando musiquinhas japonesas
“hari ureta shino surukipo”
everything
everytime
as melhores meninas...
aquelas mais ambiciosas, mais inteligentes, mais belas, mais interessantes, mais gostosas, mais espertas, mais sensuais, mais corajosas, mais eficientes, mais profundas, mais poéticas, mais bundudas, mais intelectuais, mais chapadas, mais rápidas, mais saltitantes, mais femininas, mais filhadaputa, mais cristã, mais arrogantes, mais sensíveis, mais caridosas, mais apaixonadas, mais escrotas, mais santas... quem... onde... quando...
isso nem existe, mano
a mentalidade média do homem urbano
policial vigilante civíl retrógrado
passeia, sem condições de um pensamento justo sequer
um único pensamento justo
um único...
só na repressão, só no empurrão, no tapa na cara
para te fazer esquecer
as melhores meninas...
foktipukengo!
nem um único pensamento bom
nenhum único pensamento digno durante um dia inteiro!
só as merdas na cabeça, mano, só!
mano!
as perguntas, manos, as jóias
elas, a forma de entrar dentro da máquina da linguagem
aquela mulher executiva,
que matou uma criança de 9 anos
ela veio de carro, e falava no celular, e passou por cima de uma criança